Em entrevista ao El País, delegado afirma que o fim do poder de veto enfraquece as grandes potências e pode comprometer a estabilidade do sistema internacional.
O primeiro delegado da Rússia criticou duramente a proposta liderada pela Dinamarca e aprovada durante a Assembleia, que prevê a eliminação do poder de veto e o fim dos privilégios dos membros permanentes do Conselho de Segurança. Em entrevista ao El País, o representante russo afirmou que a iniciativa busca reduzir a influência das grandes potências em benefício de países com menor peso geopolítico.
Segundo o delegado, o mecanismo de veto constitui um dos pilares do funcionamento das Nações Unidas e sua retirada representa uma ruptura com os fundamentos que orientaram a atuação da organização ao longo das décadas. Para a delegação russa, enfraquecer a capacidade decisória das potências pode gerar instabilidade e dificultar a condução de questões relacionadas à paz e à segurança internacional.
Questionado sobre os possíveis desdobramentos da aprovação da proposta dinamarquesa, o representante demonstrou pessimismo em relação ao futuro. Em sua avaliação, conceder o mesmo peso político a países com capacidades distintas pode comprometer a eficácia do sistema multilateral e resultar em falhas na tomada de decisões globais.
Apesar do avanço da reforma na Assembleia, a Rússia manteve sua posição contrária às mudanças e reiterou que a preservação dos instrumentos tradicionais de poder é essencial para a manutenção da ordem internacional.
Entrevista completa: https://jornalonuapogeuelpais.blogspot.com/p/entrevistas-realizadas.html
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